sábado, 25 de junho de 2011
Sobre a Brevidade da Vida (Sêneca)
sábado, 19 de março de 2011
Paloma Negra.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Children of Heaven
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Cinemagic, Sound of Music & Salzburg
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
O sorriso Thai
Uma coisa me chama a atenção no Kuwait: as crianças não sorriem. Nem mesmo os bebês sorriem! Sabe aquele sorriso casual e espontâneo dos bebes e das crianças, quando alguém sorri para eles ou faz alguma bobagem? Então, esse sorriso não existe no Kuwait.
Essa semana estive pela quinta vez na Tailândia. A Tailândia é um pais que me encanta....é um país mágico. De certa maneira, a Tailândia me lembra em muitas coisas o Brasil...uma espécie de Brasil sem algumas partes "menos boas", como: problemas de segurança, levar vantagem e outras. Mas é inegável que existem muitas similaridades: clima tropical, praias exuberantes, frutas exóticas, povo relaxado e feliz. Até Bangkok se parece a uma espécie de São Paulo. Inclusive o caminho para a praia remete surpreendentemente ao look and feel da Pedro Taxi.
Mas há algo único e especial na Tailândia: o sorriso Thai. Talvez a mais marcante "impressão digital" e expressão desse povo.
É curioso como um autêntico sorriso anda escasso nos dias de hoje... Não é que não existam sorrisos. Temos muitos sorrisos: o sorriso profissional (de recepcionista de hotel londrino), o sorriso político, o sorriso de vendedor, o sorriso do comediante, o sorriso de nervoso, o sorriso feakout, o sorriso para ver e ser visto, o sorriso para “mostrar que sou bacana”, o sorriso embriagado dos botecos. Temos até o falso sorriso para os inimigos. Mas que pouquinho sorriso com profundidade...
O sorriso Thai é autêntico, genuíno, espontâneo, “de verdade”. Um sorriso que vem de dentro da alma. Um sorriso que emana paz e equilíbrio. Um sorriso de entrega. Um sorriso de celebração à vida!!! Um sorriso de gratidão. O sorriso Thai alegra quem o recebe, mas o tailandês sabe que mais beneficia quem o oferece. O sorriso Thai nos recorda que o segredo da vida encontra-se nas coisas mais simples. É um sorriso que quase fala... como se dissesse: “Que gostoso poder te encontrar aqui e agora. Obrigado pela oportunidade de trocar um sorriso com você.”
O sorriso Thai parece aquele sorriso que escapa espontaneamente quando encontramos um bebê de um amigo. Ou quando ajudamos um idoso na rua. É um sorriso que afaga o coração. Que pega nosso coração, e o coloca a repousar em um berço com um cobertor bem quentinho e um travesseiro confortável. É isso, o sorriso Thai é um chamego no coração.
E que bem faz esse sorrir. Todos os dias pela manhã, eu saía para correr em uma pacata zona da cidade de Hua Hin. Como de costume, me preparava para suportar mentalmente os 10, 12 até 15km que pretendia cobrir debaixo do sol de 40C. Preparava o GPS, o iPod com música brasileira, "toquinha anti-suor" e começava o percurso. Mas logo nos primeiros passos, ao cruzar com o primeiro Thai, este, me olharia profunda e carinhosamente nos olhos e abriria o autêntico e verdadeiro sorriso Thai. Isso aconteceria no primeiro minuto; no segundo; no terceiro; e seguiria minuto a minuto durante todo o percurso. Até os estrangeiros que vivem aí também já internalizaram esse sorriso mágico.
O conforto desse sorriso, fazia com que eu recebesse uma espécie de boost de energia e prazer para continuar correndo no meu ritmo. Era como se pudesse acelerar mais a cada passada. E de sorriso em sorriso, o trajeto passava sem que eu quase o sentisse... Não sentia o esforço físico, mas sim, sentia no coração uma mistura de alegria e nostalgia. Nostalgia de viver em uma sociedade mais feliz, menos plástica e artificial, mais de verdade, mais pé-no-chão e voltada ao que deveria ser mais prioritário na vida.
Por traz do marcante sorriso Thai, existe uma sociedade que cultiva uma cultura saudável. Uma sociedade que acima de tudo busca o equilíbrio. Equilíbrio em todas as esferas: física, mental, espiritual e social. Uma cultura que ainda consegue ficar consideravelmente imune à programação que nos é imposta no ocidente e que foca no equilíbrio através da meditação, saúde física, alimentação saudável, consciência e responsabilidade na qualidade dos atos de cada individuo e na coletividade sem negligenciar a individualidade.
Agora estou no avião. Deixo a Tailândia feliz, cheio de vitalidade, paz e contagiado pelo calor do seu sorriso.
A Tailândia é um encanto de país. Certamente não será a última, das muitas visitas futuras que pretendo fazer a esse país. Nem que for para sentir o conforto e a paz desse sorriso.
Um sorriso cheio de Umami para você. Tenha um excelente dia!
Sawadee krap
sábado, 16 de outubro de 2010
Música: When did you leave Heaven (Lisa Ekdahl)
Lisa Ekdahl!
Enquanto vou cozinhando o próximo Umami reflexivo (acho que ainda vai me levar um tempinho, mas “tá ficando com boa pinta”), aproveito para fechar o Triunvirato do meu atual playlist matinal.
A pitada de Lisa Ekdahl mesclou bem com o que já estava lá de Norah Jones e Carla Bruni.
Apesar da maioria do seu repertório estar em sueco (confesso que ainda precisaria digerir um pouco mais o efeito do “rrrrrrrrr” ), são suas canções em inglês que realmente me agradam.
“When did you leave Heaven” é uma das favoritas, apesar de uma vez mais a disputa ser acirradíssima.
O clip também é bem característico e remonta ao obscuro e branco-e-preto dos filmes suecos.
Bom, está desvelado o terceiro ingrediente dessa deliciosa paella musical.
E, como o ambiente anda propício às misturas, encerro mesclando uma frase que apesar de não ter nada a ver com o post, eu lí hoje pela manhã e achei muito intrigante (e verdadeira):
“Somos o que fazemos, não o que pensamos nem o que sentimos.”
Food for thought...
(Atualizado em 18-10-2010)
Escutando o playlist hoje pela manhã, achei injusto não incluir também it's oh so quite. É muito difícil nomear qual é a melhor entre as duas.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Filme: Kamchatka (2002)
Kamtchaka (2002)
Direção: Marcelo Piñeyro
Umamis: 8
Talvez, o que menos importe em Kamtchaka é a história (ainda que também muito sólida). Kamtchaka é um filme de sensações, de olhares de toques e de silêncios...
Primeiro, como contexto, Kamtchaka é uma península na parte mais à leste da Rússia. O filme conta a história de uma família perseguida durante a ditadura militar nos anos 70.
Com Ricardo Darín (o mesmo do excepcional “El Secreto de sus Ojos” e de “Nueve Reinas”), Kamtchaka é um filme simples e sensível, que me tocou principalmente por pintar também os valores de família independentemente das condições externas e adversas.
O filme ressalta a importância da personalidade dos indivíduos que formam uma família, composta de membros fortes, questionadores e altruístas. Como reagir e que responder quando os filhos fazem perguntas difíceis; como não perder nenhuma oportunidade para passar valores e carinho; como compreender as atitudes de cada um mesmo que distintas do que se esperava ou se gostaria.
O segredo de Kamtchaka está nos detalhes. Nos apelidos que se chamam entre eles. Em como a mãe acaricia o filho pressionando dedo dela pela sua sobrancelha. Como os dedos se tocam quando estão deitados na cama juntos. Os sorrisos “marotos” que brotam espontaneamente (e que carregam o espectador junto) ao observar as novas descobertas dos filhos através de uma janela.
As tomadas de câmera são um espetáculo a parte (as aproximações, os angulo e as perspectivas). A atuação dos dois pequenos não é nada menor. Por último, é um daqueles filmes que vale a pena ficar estático olhando as letrinhas subirem no final e escutando a musica forte (a la Frida) de encerramento.
Uma delícia! Muito Umami.
Cada vez me encanto mais e mais com o cinema Argentino. Corre-se o risco de que se possa dizer que os brasileiros fazem a melhor música do mundo e que ironicamente, nossos vizinhos argentinos, os filmes.


